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Saúde Mortes Felinas

Surto de coronavírus felino mata mais de 300 mil gatos em seis meses, no Chipre

Peritonite Infecciosa Felina, conhecida como PIF, tem acometido milhares de animais no país

13/07/2023 11h00 Atualizada há 8 meses
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Por: Cristiano Souza
Surto de coronavírus felino mata mais de 300 mil gatos em seis meses, no Chipre

No Chipre, cerca de 300 mil gatos morreram, vítimas de peritonite infecciosa felina (PIF), uma doença causada pelo coronavírus felino (FCoV). A cepa, apesar de não representar uma ameaça para os seres humanos, pode ser fatal para esses animais, se não for tratada corretamente.

Conhecido como a “ilha dos gatos”, o Chipre é marcado pela grande quantidade de espécies e abriga as primeiras evidências da domesticação do animal. Desde janeiro, milhares gatos, fossem eles de rua ou bichos de estimação, foram vítimas da doença.

Os dados relatados oficialmente pelo Ministério da Agricultura, alegam que houveram apenas 107 casos de PIF na parte sul da ilha. No entanto, veterinários afirmam que o número de indivíduos acometidos pelo surto, na verdade, é muito maior. Segundo as organizações CAT P.A.W.S Cyprus e Cyprus Voice for Animals, as vítimas já passam de 300 mil.

De acordo com a Associação Veterinária de Pancyprian, os veterinários locais têm relatado um aumento alarmante nos casos de PIF, que começaram na capital Nicósia, em janeiro, e se espalharam por toda a ilha dentro de três a quatro meses. Em uma postagem no blog da organização, os especialistas acrescentaram que este é o primeiro surto nessas proporções a ​​ser relatado.

Parte do desafio em documentar o número real casos é a grande quantidade de felinos vivendo nas ruas no Chipre. Muitos dos gatos na ilha vivem vagando pelas cidades, sem qualquer controle. Diante do cenário visto no país, torna-se quase impossível diagnosticar e contabilizar todas as infecções.

Os gatos domesticados foram colocados em quarentena em clínicas, em uma tentativa de retardar a propagação do vírus, enquanto voluntários e veterinários tentam tratar os animais que apresentam sintomas. Estima-se que um terço dos gatos que vivem no sul da ilha morreram, com sintomas como febre, inchaço abdominal, fraqueza e agressividade.

Acredita-se que um segundo surto também esteja afetando a população de felinos nas proximidades, em países como Líbano, Israel e Turquia.

O que é a PIF?

A Peritonite Infecciosa Felina, mais conhecida como PIF, é uma doença viral, causada pelo coronavírus felino (FCoV) e considerada uma das mais importantes doenças infecciosas fatais em gatos. A infecção tem como principais vítimas gatos filhotes e jovens, com até dois anos de idade e que possuem histórico de terem convivido em grandes colônias, como gatis de criação ou abrigos.

Seu diagnóstico ainda é considerado um quebra-cabeças pelos especialistas, feito pela junção de diversos dados coletados em exames laboratoriais gerais e, quando possível, por meio da pesquisa de anticorpos ou de testes moleculares para a detecção do vírus.

Os gatos doentes chegam ao veterinário, muitas vezes, já com manifestações clínicas graves e bem debilitados. A intervenção possível, nesses casos, são majoritariamente clínicas e nutricionais para melhorar o quadro geral e desacelerar o avançar da doença.

Duas opções de tratamento estão sendo consideradas pelas associações de médicos veterinários. Uma delas é um medicamento chamado Remdesivir, usado para tratar a Covid-19, mas que não é liberado para uso em felinos no Brasil. Outra opção é o Molnupiravir, um medicamento antiviral já conhecido pelo tratamento da doença em felinos. Porém, novos tratamentos estão sendo desenvolvidos.

 
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