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Jovem mordido por cobra em praia diz que pegou animal para proteger crianças

“Todos se recusaram alegando não ter competência. Foram omissos. Depois que fui picado, levei até os guardas, mas eles não queriam pega-lá. Disseram que não era função deles. Também não acionaram ninguém”, detalha Gabriel.

30/12/2021 11h49
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Por: Cristiano Souza
Jovem mordido por cobra em praia diz que pegou animal para proteger crianças
No último domingo (26), uma cobra, identificada como cobra-d’água-do-litoral, mordeu o estudante Gabriel Brunelli Costa, de 24 anos, na Praia da Costa, em Vila Velha, no Espírito Santo. Ao Mais Goiás, o jovem explicou que não tentou agarrar a cobra por diversão, mas sim porque ela estava muito próxima da praia e haviam crianças querendo tocá-la. “Fiz por receio de alguém sair machucado ou de machucarem a cobra. Muita gente pediu pra que eu a matasse. Ela só se defendeu, não é uma vilã”, afirma Gabriel.
Gabriel explica que estava na praia com a namorada e alguns amigos em um dia tranquilo. Em determinado momento, o grupo percebeu que havia uma movimentação de pessoas, entre elas crianças, que estavam analisando a aproximação de uma serpente vinda do mar.
“Ela tava no raso, lutando contra a força da água. As crianças estavam tentando ver a cobra dentro da água e os pais estavam deixando. Fiquei com medo que alguém ferisse o animal. Minha namorada é apaixonada por bicho e disse que tentaria resgatá-lo. Então, eu entrei na água e peguei ela. Estava à sete passos da areia. Eu não fui atacado pela cobra, ela se defendeu”, explicou o estudante.
Assim que Gabriel tentou agarrar a cobra, ela se defendeu e o picou. “Ela deu um bote muito rápido e fincou os dentes na minha mão. Eu mesmo abri a boca dela e a levei até os guarda-vidas, mas foi nítido que eles não sabiam ao certo o que fazer, assim como eu”, confessa.
Segundo Gabriel, a situação só ocorreu porque ‘nem os bombeiros, PM ou guarda-vidas fizeram nada’. O estudante afirma que antes mesmo dele chegar perto da cobra, outras pessoas que estavam lá haviam acionado as autoridades. No entanto, nenhuma delas apareceu para resgatar o animal com segurança.
“Todos se recusaram alegando não ter competência. Foram omissos. Depois que fui picado, levei até os guardas, mas eles não queriam pega-lá. Disseram que não era função deles. Também não acionaram ninguém”, detalha Gabriel.
Após ter sido mordido pelo animal, ele conta que os guardas-vivas apenas o sentaram em uma cadeira e jogaram álcool no ferimento. “O resto quem fez foram meu amigos. Uma contadora que me mandou mensagem antes de ontem também tinha chamado. Eles [as autoridades] não acionaram ninguém e não passaram nenhum número correto para que alguém pegasse a cobra. O Samu disse que poderia me buscar após 2h. Não havia ambulância disponível”, afirma.
O Batalhão de Polícia Militar Ambiental informou que não realiza o recolhimento de animais que não envolvam situação de crime. No entanto, sendo solicitado pelo município, ou outro órgão de resgate, auxilia em determinados casos.
Todo animal silvestre resgatado pelo Batalhão de Polícia Militar Ambiental é encaminhado ao Cetas (Centro de Triagem de Animais Silvestres) do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Gabriel também confirma que passou mal, mas nada relacionado especificamente à mordida da cobra. “Passei mal, mas não foi por causa da cobra. Eu apenas tinha tomado uma xícara de café 7 horas da manhã. Mas fiquei até 14:30 sem comer nada. Fiquei com a glicose baixa e a pressão também. Não foi por causa do incidente”, diz ele.
Além de Gabriel ninguém mais se feriu. Ele que seguiu a orientação dos guardas do local e soltou o animal na areia. Em seguida, outra pessoa na praia empurrou o animal para dentro da restinga, que é um local com vegetação.
Gabriel fez questão de evidenciar que a culpa da mordida não foi da cobra. Isso porque, a serpente apenas se defendeu, por se sentir ameaçada. “Eu assumi o risco. Esse é o lar dela. Nós é quem estamos usando, destruindo e ainda vamos matar ou desejar a morte dela? Não queria machucar o animal”, reforça.
A espécie que mordeu o banhista vive a maior parte do tempo na água e se alimenta de peixes. Ela não é agressiva, nem venenosa, conforme informações da Fiocruz.
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