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Polícia Agressão

Cuidadora de idosos é hostilizada por causa de erros de português em currículo

Atendente chegou a insinuar que os erros de português eram o motivo da mulher não arrumar emprego

16/10/2021 07h23
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Por: Cristiano Souza Fonte: Mais Goiás
Cuidadora é hostilizada ao mandar currículo para asilo por causa de erros de português em SP (Foto. Arquivo Pessoal)
Cuidadora é hostilizada ao mandar currículo para asilo por causa de erros de português em SP (Foto. Arquivo Pessoal)

Uma cuidadora de idosos, de 43 anos, foi hostilizada pela atendente de um asilo ao mandar um currículo com erros de português ao local. O caso aconteceu em Sorocaba, São Paulo, na última quinta-feira (14). Nas mensagens, a mulher disse que a cuidadora Cristiane Barros não arruma emprego por causa dos erros linguísticos.

Nos prints da conversa, é possível ver o momento que atendente passa corrigir a cuidadora. “Seria bom você fazer um curso de português. Deve ser por isso que você não consegue uma vaga de trabalho”, diz trecho da mensagem.

Cristiane tenta se explicar, mas as hostilizações continuam. “Não existe agente, é a gente”, escreve a atendente.

A cuidadora conta que decidiu mandar o currículo após um amigo lhe informar que o asilo estava precisando de novos funcionários. A mulher chegou a enviar a documentação para o local, mas, a partir daí, foi tratada com hostilidade.

“Eu me senti muito mal. É muito triste pensar que existem pessoas assim, principalmente trabalhando com idosos. Fiquei chateada porque não sou uma pessoa do mal. Fiz o curso, estou procurando emprego e batalhando por isso. Eu errei, alguns deles foram o corretor e não consegui arrumar. Foi sem querer”, diz.

A cuidadora disse que pediu desculpas e tentou mandar mensagens para o número da clínica, mas foi bloqueada pela atendente.

 

Clínica que teria hostilizado cuidadora por erros de português lamentou o ocorrido

Ao g1, a clínica alegou que não tinha conhecimento do caso, disse que  “lamenta muito este tipo de conduta”  e que não compactua com o comportamento da atendente.

Também informou que vai fazer apuração interna do ocorrido, mas que já identificou que “nenhum dos empregados e funcionários foi emissor das mensagens”.

“Continuaremos as investigações internas e, caso algum prestador de serviços tenha realizado a conduta em nome da empresa, adotaremos as medidas corretivas necessárias”,  finaliza a nota.

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