O preço da gasolina por litro aumentou pela sexta semana consecutiva em Goiás. Enquanto o preço médio era de R$ 6,21 nos postos de combustíveis do estado na primeira semana de agosto, esse valor já havia subido para R$ 6,36 no dia 11 de setembro. Segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Goiás (Sindiposto), o reajuste pode estar ligado ao aumento do tipo de etanol que é misturado à gasolina.
Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que apontou que o aumento foi sentido em nível nacional. Segundo a agência, o preço médio do litro da gasolina subiu de R$ 6,007 na semana retrasada para R$ 6,059 o litro na semana passada. No ranking nacional, Goiás figura na sexta posição entre os estados com os preços médios mais elevados do Brasil.
Para o presidente do Sindiposto, Márcio Andrade, há alguns fatores que podem ter influenciado no aumento consecutivo, como a demora de alguns proprietários de postos em repassar o último reajuste da Petrobras. No entanto, o principal deles é o aumento do etanol anidro, tipo de etanol que é misturado à gasolina e que corresponde a cerca de 27% do combustível.
“O aumento do etanol [anidro] é um dos pontos que fizeram a gasolina ficar mais cara. Antigamente, a mistura do etanol fazia a gasolina baratear, mas hoje, com o aumento de preço, faz encarecê-la”, disse Andrade em referência ao anidro, que variou 1,1%, no comparativo com o fechamento de agosto.
Com o de agosto, a Petrobras somou oito reajustes somente neste ano – um acúmulo de 51% no total. No mês passado, o preço médio do litro da gasolina subiu de R$ 2,69 para R$ 2,78, uma alta de 3,3%.
Ao contrário de algumas versões que circulam na internet, vale destacar que o alto preço da gasolina não está ligado ao ICMS, único imposto estadual que incide sobre o segmento. O tributo é cobrado sobre o valor final do produto e, em Goiás, tem uma alíquota de 30% para a gasolina.
Ao Mais Goiás, o superintendente Executivo da Receita Estadual da Secretaria da Economia, Aubirlan Borges, informou que a o ICMS “não é reajustado em Goiás há anos”, e de acordo com a pasta, isso não deve mudar nesta gestão.
Numa entrevista concedida no início deste ano, o superintendente afirmou que o que se vê no preço da gasolina é uma oscilação desde que a Petrobras mudou sua política de preços. “A tributação é algo que se move lentamente ao longo dos anos. Em Goiás há muitos anos não tem mudança no ICMS do setor de combustíveis”, concluiu.
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