Micro, pequenas e médias empresas que registram faturamento bruto anual de até R$ 16 milhões terão R$ 748 milhões do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO), em Goiás, até o final de 2021. A nova medida já está em vigor e tem como objetivo pulverizar o crédito para que os recursos do fundo federal cheguem ao maior número de empreendedores goianos.
Criado para que empresários ou produtores rurais iniciem, ampliem ou modernizem seus empreendimentos, o FCO conta com taxas de juros mais baixas que as do mercado, maior carência e prazo para pagamento mais longo. Em Goiás, o fundo é gerido pelo Conselho Deliberativo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Condel/Sudeco), e envolve secretarias de Estado da Retomada; de Indústria, Comércio e Serviços (SIC); e de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).
Pulverização dos recursos
Para o presidente do conselho do FCO em Goiás e secretário da Retomada, César Moura, a mudança na aplicação dos recursos do fundo vai beneficiar ainda mais os pequenos empresários nas mais diversas regiões de Goiás. “A partir de agora vamos intensificar a política de levar opções baratas de créditos aos empreendedores goianos, de forma que possam garantir o desenvolvimento regional, manter e ampliar o emprego e a renda”, comentou Moura, destacando que a iniciativa de pulverizar o crédito via FCO sempre foi uma determinação do governador Ronaldo Caiado, principalmente após o início da pandemia de Covid-19.
O limite de R$ 16 milhões de faturamento para buscar financiamento pela modalidade empresarial do FCO vai permitir que os recursos cheguem a categorias empresariais que não eram o principal foco do fundo. Segundo o gerente de Negócios e Mercado Pessoa Jurídica do Banco do Brasil, banco que operacionaliza os recursos do FCO, Adonias Antônio Miranda, os microempreendedores individuais (MEIs) também poderão tentar fomento via fundo. “Várias empresas que estavam com dificuldade em se enquadrar no FCO agora podem procurar uma unidade do Banco do Brasil para fazer uma análise de risco, como possibilidade de serem atendidas nesse novo modelo”, explicou Adonias.
O superintendente do Banco do Brasil em Goiás, Gustavo Henriques também comemorou a nova regra. “Com essa melhora na análise, buscamos ampliar a quantidades de empresas atendidas pelo FCO. Com essa medida, deverão ocorrer desembolsos pulverizados, melhorando a distribuição do recurso e alavancando ainda mais economia do estado”, declarou. As novas regras do FCO, a partir de agora, não afetam os financiamentos da modalidade Rural.
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