Goiás encerrou o primeiro semestre de 2026 com 553 empresas em recuperação judicial, o maior estoque dos últimos dois anos e o quinto maior do país. Entre o primeiro e o segundo trimestre, foram 19 novos casos, uma alta de 3,6%. O Estado, porém, tem a segunda maior densidade nacional: 0,56 empresa em recuperação para cada mil empresas ativas, quase o dobro da média brasileira, de 0,30.
O agronegócio concentra parte importante da pressão. São pelo menos 132 empresas do setor em recuperação judicial, com índice seis vezes superior à média nacional do segmento. Produtores de soja e pecuaristas representam a maior parte dos casos, em meio à queda na remuneração da produção e ao aumento dos custos.
O economista Cláudio Damasceno avalia que o ritmo atual indica acomodação, mas alerta que existe defasagem de até três trimestres entre a pressão financeira e o pedido formal. A taxa média cobrada das empresas chega a 33%, apesar da Selic estar em 14%.
Fonte: O Popular.
Imagem: Divulgação/ Reprodução.
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