A Polícia Penal de Goiás deflagrou, nesta terça-feira (21), a Operação “Nuntius Traditus”, realizada de forma simultânea nas duas maiores unidades prisionais do estado: a Casa de Prisão Provisória (CPP) e a Penitenciária Coronel Odenir Guimarães (POG), localizadas no Complexo Prisional Daniella Cruvinel, em Aparecida de Goiânia.
A ação teve como foco reforçar a segurança, a ordem e a disciplina no sistema penitenciário, com o objetivo de prevenir motins, fugas e qualquer tentativa de atuação do crime organizado dentro das unidades.
Coordenada pela Direção-Geral da Polícia Penal, a operação contou com cerca de 350 policiais penais, incluindo equipes especializadas como o Grupo Tático de Ações e Escolta (GTAE), Grupos de Intervenção Tática (GITs) e o Grupo de Operações Penitenciárias Especiais (Gope).
Durante a operação, aproximadamente 4.300 detentos foram movimentados para viabilizar revistas minuciosas nas celas. Ao todo, cerca de 250 celas foram inspecionadas na CPP e mais de 350 na POG, além de outras áreas das unidades prisionais. Segundo a corporação, nenhum material ilícito foi encontrado.
O diretor-geral da Polícia Penal de Goiás, Josimar Pires, destacou que o nome da operação, em latim, significa “Mensagem Entregue” e simboliza a resposta firme do Estado contra o crime organizado.
Já o diretor-geral adjunto, Firmino José Alves, ressaltou que a ação também teve caráter preventivo, com inspeções estruturais para evitar tentativas de fuga e reforçar o controle interno das unidades.
A escolha da data, segundo a corporação, foi estratégica, aproveitando o feriado prolongado, e integra o conjunto de ações da Operação Tiradentes, coordenada pela Secretaria de Segurança Pública e pelo Governo de Goiás.
De acordo com dados da Polícia Penal, o sistema prisional goiano não registra rebeliões desde 2021, e a última apreensão de arma de fogo em unidades prisionais ocorreu em 2022, resultado de um trabalho contínuo de monitoramento e intervenções periódicas.