A cidade de Goiânia está entre os pontos de atenção de dengue no Brasil. O cenário foi identificado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e consta nos indicadores do InfoDengue, sistema de monitoramento de arboviroses. Nas duas primeiras semanas de janeiro de 2022, a capital registrou 620 casos positivos da doença, segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).
Conforme a pasta, na primeira semana do ano, 148 amostras foram testadas e 141 foram positivas, resultando em um índice de 95,3% de positividade. Já na segunda semana de 2022, a SMS testou 773 amostras e 479 foram positivas (62,8% de positividade).
Até agora, foram confirmados um caso de dengue grave (DG), 28 casos com sinais de alarme e três óbitos suspeitos de dengue aguardando investigação.
Segundo o InfoDengue, a Região Sul se encontra como a área de atenção por conta da dengue. Além disso, também estão em situação de alerta o Noroeste de São Paulo, a região entre Goiânia e Palmas, passando pelo Distrito Federal e alguns municípios isolados da Bahia, Santa Catarina e do Ceará.
Ainda de acordo com a Fiocruz, períodos chuvosos atrelados ao calor são favoráveis à proliferação do Aedes aegypti, que, além de transmitir a dengue, é também transmissor do vírus da zika e chikungunya.
A Fiocruz aponta que há relatos de epidemias de dengue no Brasil desde 1846, mas foi em 1986 que a doença reemergiu e rapidamente se espalhou pelo país, tornando-se motivo de preocupação e alerta constante para a saúde pública.
“A antecipação do período de transmissão em alguns estados traz preocupação e pode levar a incidências altas, se não for feito o controle adequado dos vetores”, afirmou à Agência Brasil a pesquisadora Cláudia Codeço, coordenadora do InfoDengue.
Os casos de dengue aumentaram desde no final de 2021 e deixaram autoridades e a população em alerta. O ano encerrou com 11.173 notificações de dengue e um óbito pela doença. Nas duas primeiras semanas de 2022 já são 620 casos positivos.
Devido aos números alarmantes, os agentes epidemiológicos têm visitado imóveis fechados e que, em teoria, não recebem os cuidados devidos. Desde a última quarta-feira (19), equipes da SMS, com o suporte de um chaveiro para a abertura de cadeados, realizam fiscalização na capital.
Nestes imóveis, a equipe elimina possíveis focos do mosquito Aedes Aegypti, que é o transmissor da dengue e de outras doenças, como a zika e chikungunya. Alguns dos bairros contemplados com a ação são: Vila Nova, Universitário, Negrão de Lima e Aeroporto.
Já outros bairros, como Marista, Bueno, Oeste, Sul, Jardim América, Parque Amazônia, Pedro Ludovico, Vila Redenção e Jardim Goiás já passaram pela vistoria dos agentes em uma ação semelhante, que aconteceu na primeira quinzena de dezembro de 2021. À época, os agentes da Vigilância Sanitária abriram 103 imóveis e encontraram 194 focos do mosquito Aedes em 53 deles.
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